terça-feira, 22 de dezembro de 2009

CRIAR, CRIAR O PODER POPULAR


É PRECISO AGIR EM ITAPERUNA


A democracia não é um edifício acabado no Brasil, a argamassa da ponte que deu passagem à transição democrática parece que ainda não secou.


Os vícios e truques eleitorais ainda maculam nossa república, já demos alguns passos, mas temos um longo caminho a percorrer, precisamos de muito adubo para enraizar o verdadeiro espírito democrático no solo da sociedade brasileira.


Em Itaperuna as frustrações políticas dos últimos anos cobram seu preço. Verificamos isso pelo aumento do absenteísmo e dos votos brancos e nulos, a nos advertir que as reservas de esperança do povo podem ser grandes, mas não são inesgotáveis.


Não deixa de ser espantoso vindo de uma sociedade marcada por tamanhas desigualdades, e castigada, no passado recente, por decepções tão amargas com seus representantes.


Apesar disso, a imensa maioria apostou mais uma vez na participação eleitoral. E distribuiu maciçamente seus votos entre opções que, bem pesadas às diferenças, apontavam para um novo horizonte comum de mudanças, na perspectiva de um amanhã mais próspero e justo pela via democrática.


Logo, porém passado 1 (um) ano de governo, nota-se que este já têm sido alvo de críticas duríssimas dos populares. Críticas em parte procedentes. Longe de mim, tapar o sol com a peneira por uma descabida "solidariedade de classe".


A sociedade tem direito de ser dura, implacável mesmo, na cobrança de decência e transparência de seus representantes, considerando que as ruas das cidades estão cheias de buraco, as obras prometidas não são realizadas, o desemprego vem crescendo, e os próprios prepostos do governo não dão exemplo de política pública de qualidade e desenvolvimento.


Mas há que separar o joio do trigo, até para que a cobrança seja eficaz.


Nota-se, porém que o fim do ciclo dos governos militares, não deu fim as práticas eleitoreiras de alguns administradores públicos. Assim é justo que se diga, então, em alto e bom som que: o edifício da nossa democracia não para de pé, se dentro da Câmara de Vereadores não houver políticos com "p" maiúsculo.


Mas infelizmente no pleito de 2008, faltou consciência dos partidos na construção das legendas e alianças, e candidatos novos imbuídos do caráter republicano, para a maioria dos eleitores mudancista que foram as urnas despejar seus votos.


É verdade que, nas agruras desse processo, perdemos a oportunidade única de realizar a revisão de nossos políticos, mas tenho esperança que o sonho não acabou e que virão dias e surgirão políticos melhores em 2012.


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Um comentário:

  1. Amo minha cidade, mas, o artigo é a mais pura verdade. Lá não existe política. O que existe são cartas marcadas. Segundo o dicionário Política pode ser definida como a arte do diálogo e da persuasão que objetiva o estabelecimento de uma relação mutuamente consentida e respeitosa. Respeito? Fala sério! Uma cidade onde os que mais trabalham em prol da política são lançados ao léu e os "pilantras" - que me perdoe o pior dos pilantras que existe perto daqueles de lá - são chamados a serem secretários municipais e demais cargos de confiança?! Que isso! Brasília está lindinha perto de Itaperuna. E o pior é que quando ocorre qualquer tipo de mudança, a gente alivia o peito e bota fé mais uma vez pra cair de novo de cara no chão. Sem contar que nada desenvolvem: nem lazer, nem cultura, nem turismo, nem educação. Incentivo nenhum ao crescimento econômico da cidade.
    Amo você Itaperuna, mas odeio seus "políticos".

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